sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Breve História da Anestesia


A descoberta da anestesia foi uma das inovações clínicas que revolucionaram a cirurgia. O aparecimento de um gás denominado hilariante – o protóxido de azoto – inicialmente utilizado em feiras  e circos para provocar a diversão pelo riso, suscitou o interesse da comunidade científica.

Em 1844, o Dr. Horace Wells fez uma demonstração da utilização deste gás numa extracção dentária, situação que não teve a aceitação da comunidade ciêntifica uma vez que o doente "berrou", mexeu-se, embora não se tenha lembrado do sucedido após a cirúrgia.

Historicamente, a data de 16 de Outubro de 1846 é considerada como a data em que se realizou a primeira intervenção cirúrgica com anestesia geral.

Naquele dia, às 10h, no anfiteatro do Massachusetts General Hospital, em Boston, o cirurgião John Collins Warren realizou a extirpação de um tumor no pescoço de um jovem de 17 anos, chamado Gilbert Abbot.

O doente foi anestesiado com éter pelo dentista William Thomas Green Morton.

A cena não foi documentada fotograficamente porque o fotógrafo sentiu-se mal ao presenciar o acto cirúrgico, porém foi posteriormente imortalizada em 1882 no quadro do pintor Robert Hinckley, "First Operation Under Ether" 1846. 

A era moderna da anestesia e o seu grande avanço ocorre após a II Grande Guerra Mundial, sendo especialmente marcantes as duas últimas décadas.

Ao protóxido de azoto e ao éter seguiu-se o clorofórmio, utilizado pela primeira vez em 1847, no trabalho de parto, pelo médico inglês James Simpson. Em 1930 foi introduzido o ciclopropano e em 1956, o halotano.

Paralelamente à anestesia geral por inalação, desenvolveram-se outros métodos, como a anestesia local, venosa e raquianestesia.

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